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DOENÇA DE CHAGAS
Técnicos recebem orientações para identificação do “Barbeiro”

Data da notícia: 2023-10-27 09:36:37
Foto: Assessoria
A capacitação de técnicos das secretarias municipais pela Agevisa encerra hoje em Porto Velho

O governo de Rondônia, na quarta-feira (25), a terceira e última turma de capacitação em Taxonomia Médica, ramo da entomologia que se ocupa da classificação e identificação de insetos e outros artrópodes que são vetores de doenças humanas, isto é, organismos que transmitem parasitas de um hospedeiro para outro. A capacitação termina hoje (27). De acordo com a Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa), cerca de vinte técnicos dos departamentos municipais de Vigilância em Saúde participam da capacitação, que está sendo realizada no auditório da Agevisa, no Palácio Rio Madeira, em Porto Velho.

A última turma teve representantes dos municípios de São Francisco do Guaporé, Teixeirópolis, Theobroma, Urupá, Vale do Anari, Vale do Paraíso, São Miguel do Guaporé, Seringueiras, Ji-Paraná e Porto Velho, fechando os 52 municípios. Os demais participaram da primeira e segunda turma, que iniciou em setembro. O diretor-geral da Agevisa, Gilvander Gregório de Lima, afirmou que a capacitação é exclusiva para a identificação de triatomíneos, insetos conhecidos popularmente como ‘barbeiros’. “A identificação correta dos vetores é essencial para o desenvolvimento das estratégias de controle eficazes”, explicou.

De acordo com o coordenador estadual do Programa de Vigilância e Controle da Doença de Chagas e Filariose da Agência, José Maria Silva Nobre, existem mais de 150 espécies de triatomíneos. “Apenas algumas delas são vetores da doença de Chagas, uma doença causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi”, salientou.

A doença de Chagas é um problema de saúde pública na América Latina, onde causa cerca de 10 mil mortes por ano. Quando um ‘barbeiro’ infectado com Trypanosoma cruzi pica um hospedeiro, o protozoário é injetado na corrente sanguínea. Os sintomas da doença de Chagas variam de acordo com a fase da doença. Na fase aguda, os sintomas podem incluir febre, dor de cabeça, inchaço dos gânglios linfáticos (linfonodomegalia) e aumento do fígado e do baço (hepatosplenomegalia). Na fase crônica, a doença pode causar lesões no coração, no sistema nervoso central e no sistema digestivo.

Fonte: Secom

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