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Ji-Paraná(RO), 24/05/2022 - 11:27
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15 de dezembro: Dia da Linha Telegráfica

Data da notícia: 2021-12-10 18:41:45
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Assim que descobri que a linha telegráfica de Cândido Mariano Rondon, aquela que ligou Cuiabá a Santo Antônio, foi concluída no dia 15 de dezembro de 1914, um dia após a inauguração da Estação Presidente Pena (14 de dezembro), tratei de organizar um projeto que desse a esse patrimônio imaterial uma data para ser rememorada, por sua grande importância histórica e cultural.

Antes, porém, devo esclarecer que as poucas publicações que narram o fato remetem à inauguração na Câmara Municipal de Santo Antônio, ocorrida em 1º de janeiro de 1915, cidade em que o grande militar foi homenageado e recebeu uma placa de ouro por concluir a rede de transmissão, mas que não existe mais. Dito isso, minha intenção era a de resgatar o acontecimento para fazer pensar as novas gerações.

Portanto, era necessário propor uma lei estadual que instituísse a data. O pedido foi apresentado ao ex-deputado estadual, Leudo Buriti, que entendeu o teor histórico da proposta para o município. Em outra frente, na esfera municipal, era preciso dar materialidade ao fato, ao menos em minha cabeça, que especificasse o local onde Cândido Rondon ligou os fios das partes norte e sul, ao concluir a linha telegráfica, justamente no lugar em que nasceria a nossa Ji-Paraná.

O deputado Leudo Buriti apresentou o projeto de lei que o governador Ivo Cassol transformou lei em 2 de fevereiro de 2005. Enfim, tínhamos uma lei que instituía o Dia da Linha Telegráfica, em 15 de dezembro. Sem perder tempo, tratamos de tramitar um projeto na Câmara Municipal de Ji-Paraná que nomeasse o espaço em frente ao Teatro Dominguinhos de Praça da Linha Telegráfica.

Coube ao ex-vereador Adilson Paiva apresentar o projeto para dar nome à praça. E desde 23 de dezembro de 2005, essa área pública, no centro da cidade, se chama Praça da Linha Telegráfica. Para desgosto de uns. Faltava a parte mais importante. O que muitos poderiam chamar de a cereja do bolo. A construção de um memorial,  na mesma praça, que apresentasse nosso valor histórico e cultural para a população e turistas que visitam a cidade.

Foi eu virar as costas, e um pirulito se ergueu na margem do rio Machado, ali no fim da rua Dom Augusto, para simbolizar a  travessia de Rondon por aquele local, ignorando todo o esforço anterior. Que, diga-se de passagem, nunca passou por ali.  Um memorial que muitos dizem que é para esquecer... Acabou o espaço da coluna. Volto na próxima semana com o mesmo tema.


Fonte: Jairo Ardull


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