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Brasil derrota a Espanha, é bicampeão olímpico no futebol e chega a sete ouros em Tóquio

Data da notícia: 2021-08-08 09:27:07
Foto: Lucas Figueiredo/CBF
Malcom marca no segundo tempo da prorrogação gol da vitória com a Espanha na final olímpica

Com dose extra de emoção, o Brasil venceu a Espanha por 2 a 1 na manhã de sábado (7), em Yokohama (Japão), e garantiu o segundo ouro consecutivo do futebol masculino em Jogos Olímpicos. O heroi da final foi o atacante Malcom, que entrou na prorrogação e decidiu. Com o resultado, o país somou seu sétimo ouro nos Jogos de Tóquio, igualando o desempenho no Rio, cinco anos atrás.

Brasil e Espanha fizeram um duelo equilibrado e movimentado desde o início. Aos 15 do primeiro tempo, Diego Carlos salvou em cima da linha o que seria o gol espanhol. Aos 37, após checagem do VAR, foi assinalado pênalti do goleiro Unai Simón em saída atrapalhada da meta, atropelando Matheus Cunha. No entanto, na cobrança, Richarlison chutou por cima do gol, desperdiçando a chance de abrir o placar.

Porém, não demorou para o Brasil conseguir enfim sair na frente. Nos acréscimos da primeira etapa, Daniel Alves salvou um cruzamento de Claudinho que sairia pela linha de fundo. A bola subiu e Matheus Cunha ganhou dos zagueiros espanhois para dominar e chutar com precisão no canto esquerdo do goleiro: 1 a 0.

Na volta para o segundo tempo, a Espanha recuperou o jogo de posse de bola, enquanto o Brasil passou a se focar no contra-ataque. Foi assim que Richarlison quase ampliou. Aos seis minutos, ele recebeu na área, driblou o zagueiro e chutou. O desvio do goleiro Simón foi o suficiente para a bola sair da trajetória das redes e encontrar o travessão.

A Espanha também parou no travessão por duas vezes, até marcar aos 16. Soler cruzou da direita e Oyarzabal, de primeira, finalizou longe do alcance do goleiro Santos.

Daí em diante, a Espanha manteve a posse da bola, criando dificuldades para a seleção brasileira, mas sem conseguir transformar a vantagem em liderança no placar. Na prorrogação, o técnico André Jardine substituiu Matheus Cunha por Malcom, uma substituição que se mostraria decisiva.

Recuperando o fôlego, o Brasil passou a dominar o jogo, utilizando principalmente o lado esquerdo, com o próprio Malcom e o lateral Guilherme Arana. O lance capital aconteceu aos quatro minutos do segundo tempo da prorrogação. Malcom recebeu lançamento longo pela esquerda, passou pela marcação ao dominar a bola e saiu na cara do gol. Ele tocou na saída do goleiro para dar a vitória e o ouro ao Brasil.

O gol representou a conclusão de uma história curiosa do atacante de 24 anos. Ele fez parte da lista inicial de Jardine, mas não foi liberado pelo seu clube, o Zenit, da Rússia, por ainda ter uma final a disputar com o time. Posteriormente, com a lesão e o corte de Douglas Augusto às vésperas da viagem para o Japão, ele acabou sendo reconvocado, agora já com a permissão do Zenit. Ele foi o último atleta a se apresentar à seleção para a Olimpíada.

MEDALHAS

O Brasil, que até 2016 colecionava decepções no futebol masculino em Olimpíadas, agora tem dois ouros. Há cinco anos, o palco foi o Maracanã. E neste sábado, o Estádio de Yokohama, o mesmo onde a seleção conquistou seu último título da Copa do Mundo, em 2002.
No total, o país terminou com 21 pódios (sete de ouro, cinco de prata e oito de bronze), superando os 19 da última edição no Rio de Janeiro e empatando no número de medalhas douradas.

Assim como há cinco anos, o Brasil terminou em 13º no quadro de medalhas, que prioriza o número de ouros ao valor total – caso haja igualdade de títulos, o número de pratas passa a ser o critério de desempate. Com título no vôlei feminino diante do Brasil, os Estados Unidos ultrapassaram a China no topo do quadro de medalhas no último dia de disputas (ver quadro abaixo).

Os ouros do Brasil em Tóquio foram conquistados por Ítalo Ferreira, no surfe, Rebeca Andrade, na ginástica, Martine Grael e Kahena Kunze, na classe 49er FX da vela, Ana Marcela Cunha, nos 10 kms da maratona aquática, Hebert Conceição, no boxe, e o futebol, masculino. Kevin Hoefler e Rayssa Leal, do skate street, Pedro Barros, do skate park, Rebeca Andrade, no individual geral da ginástica, e a seleção feminina de vôlei ficaram com a prata.

Alison dos Santos, nos 400m com barreiras, Thiago Braz, no salto com vara, Abner Teixeira, do boxe na categoria até 91kg, Mayra Aguiar e Daniel Cargnin, no judô, Bruno Fratus e Fernando Scheffer, na natação, além de Luisa Stefani e Laura Pigossi, no torneio de duplas do tênis, conquistaram os bronzes.


Fonte: Igor Santos - Repórter da TV Brasil


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