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P2P, Tesouro, CDB e poupança, qual traz a melhor rentabilidade?
(PARTE II) O Tesouro Direto é mais vantajoso principalmente para investidores de longo prazo e que compram títulos periodicamente. Os vencimentos, inclusive, são bastante diferentes e vão a partir de 2020 até 2045. Mas, claro, o investidor não precisa ficar todo o tempo do prazo com o dinheiro aplicado e pode vender os papéis antes, correndo o risco de perder sua rentabilidade. O risco de se investir no Tesouro é baixíssimo, pois há como garantidor o próprio Tesouro Nacional, afinal, é mais difícil, embora possa acontecer, que uma instituição quebre do que o país. Atualmente, a rentabilidade está em 4,46% para aplicações com vencimento no Tesouro IPCA+ 2045 e de 8,68% no Tesouro Prefixado 2025. Peer to Peer (P2P): O termo peer-to-peer refere-se a um modelo descentralizado, no qual as pessoas podem prover acesso direto dos seus bens à outros indivíduos ou empresas. O P2P lending é conhecido como “empréstimo coletivo”, em que investidores atuam como provedores de crédito para tomadores, sem a necessidade de um banco como intermediador. Esse modelo de investimento necessita de uma plataforma para controlar o fluxo entre quem precisa de crédito e quem está disposto a investir no projeto. Então, essa plataforma calcula para cada perfil uma taxa de juros similar a um rendimento de renda fixa. Daí é só o investidor se cadastrar e receber os pagamentos de acordo com a proposta pré-estabelecida. Em um cenário de taxas de juros mais altas, investidores podem usar o P2P lending como forma de investimentos para manter sua rentabilidade e diversificar seus portfólios. Além disso, estamos em um momento de evolução acelerada do mercado financeiro no país, com o nascimento de diversas fintechs que vêm para oferecer novos produtos e, alguns dos mais tradicionais, de maneira disruptiva, inovadora e mais tecnológica. No modelo P2P lending, os investidores têm a vantagem de receber rendimentos mensalmente com retorno muito acima das opções tradicionais e sem taxa de administração. Apesar de segura, inclusive regulada pelo Banco Central e CVM, o P2P apresenta um risco não familiar ao perfil brasileiro, muito acostumado a investimentos de renda fixa com baixo risco. Logo, chegamos à conclusão de que, mesmo com um risco maior e juros baixos, o P2P Lending é mais rentável que a poupança, o CDB e o Tesouro Direto. Essa aplicação possui ótimos retornos, que variam entre 15% a 63% ao ano. Isso porque as plataformas online intermediadoras entre o investidor e quem busca crédito controlam os riscos, selecionando empreendedores sólidos que, comumente, passam por um processo de seleção rigoroso. Dado de uma pesquisa Fisher, diz que só em 2018 foram mais de R$ 125,8 milhões emprestados via plataformas de P2P, o que mostra um crescimento constante da modalidade que é vantajosa tanto para os investidores, quanto para os tomadores de crédito. Na mesma pesquisa, as projeções de fintechs do setor, apontam que esse volume já deve ultrapassar R$ 1 bilhão em 2020. Ou seja, não há dúvidas de que o peer-to-peer lending é uma forma controlada e rentável de investir seu dinheiro. Mas, para assegurar isso, é necessário que se escolha a melhor, mais sóbria e segura plataforma online intermediadora. *Bruno Sayão é CEO da IOUU, fintech que criou solução baseada em economia colaborativa para propor alternativas financeiras para empresas que necessitam de crédito....


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